quarta-feira, 7 de outubro de 2020


 
7 RAZÕES PARA NÃO APOIAR CANDIDATOS DA DIREITA EVANGÉLICA

1. ELES QUEREM IMPOR AOS OUTROS, A SUA VISÃO DE MUNDO.

A direita evangélica quer impor à todas as pessoas, um modelo de comportamento e obrigá-las a seguir o que eles consideram correto, no que tange à família, à maternidade, ao papel da mulher, à liberdade individual, transportando o ambiente opressor e doentio de seus lares, para a sociedade.

 2. ELES QUEREM SER DONOS DO ESTADO E DOS GOVERNOS.

A direita evangélica quer se apropriar do Estado para instaurar uma ‘ditadura da religião’, calando as outras crenças e fazendo com que os governos beneficiem apenas os seus membros, em prejuízo de todos os cidadãos que não compartilham de suas crenças e, portanto, serão perseguidos e excluídos.

3. ELES SE ACHAM MELHORES QUE OS OUTROS E DIVIDEM AS PESSOAS ENTRE ‘SANTOS’ E ‘CONDENADOS’.

A direita evangélica cresce dividindo as pessoas e se apropriando daquilo que é público, em benefício de seus líderes. Elas dividem a sociedade entre aqueles que seguem as suas crenças e os outros que devem ser oprimidos. Usam sempre a divisão do ‘bem’ contra o ‘mal’, gerando medo e terror na nação com ações antinacionalistas e antipatriotas. Eles querem a todo custo, entregar as nossas riquezas à países como EUA e Israel.

4. ELES SÃO EGOÍSTAS E MESQUINHOS.

Os fanáticos direitistas querem jogar os indivíduos à própria sorte. Se eles estão bem, foi obra de deus, mas se estiverem mau, é falta de deus. Não tem propostas concretas para absolutamente nenhum setor da sociedade, argumentando que as pessoas devem se virar para ter alimentação, moradia, saúde e educação. É a melhor forma de mantê-los na miséria e fazer as pessoas permaneceram num estado de ignorância e portanto, dependente deles.

5. ELES SÃO CONTRA A JUSTIÇA E A FRATERNIDADE

A direita evangélica confunde justiça com igualdade. Para eles, só existe fraternidade entre os seus. Eles não querem que as pessoas tenham condições de vida digna, por isso lutam contra qualquer política social que fale em distribuir renda ou acabar com a pobreza e miséria. Para eles, quanto mais miserável for uma população, mais dependente e fácil de manipulá-la por meio de pastores cínicos e hipócritas.

6. ELES DETURPAM O CONCEITO DE LIBERDADE

Valendo-se de uma falsa liberdade religiosa e de credo, eles se apropriam dos espaços públicos, ameaçam a fé de outras pessoas, não respeitam a cultura de outros povos, deturpam os próprios princípios do cristianismo em nome unicamente de poder e dinheiro.

7. ELES SÃO ASSOCIADOS A TODO TIPO DE CRIMES E SÃO HIPÓCRITAS POR NATUREZA

Os casos recentes do autoproclamado ‘pastor’ Everaldo e Flordelis, são somente alguns dos exemplos que sabemos de todo tipo de sordidez praticados por esse tipo de gente. Pedofilia, tráfico de crianças, assassinatos, opressão e violência doméstica, lavagem de dinheiro, assédio e abuso sexual nas igrejas, associação com tráfico em favelas, lavagem de dinheiro... além de uma série de outras coisas dignas da Deep Web.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

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A burguesia tentou homogeneizar a pandemia e justificar uma suposta ‘neutralidade’ do coronavírus. A elite brasileira foi responsável por trazer a doença para o País, e foi ela mesma que depois, tentou agir como se todos nós fôssemos vítimas de igual patamar diante desta tragédia.

O fato é que não estamos no mesmo barco e muito menos esta doença atinge a todos nas mesmas circunstâncias.

O vírus, atinge a todos de forma IGUAL, mas não de forma IGUALITÁRIA.

Os mesmos endinheirados que trouxeram o vírus para o Brasil, tem planos de saúde excelentes, alimentação farta e de boa qualidade, acesso a remédios caríssimos e até mesmo a um sítio para isolar a si e seus parentes em caso de contaminação.

Na sua tentativa de “igualar” a todos, tentam defender que tudo pode voltar ao normal, como se uma família que divide dois ou três cômodos de uma casa na favela, estivesse em condições iguais dos que podem passar férias na Europa.

O vírus mata principalmente os que se amontoam, estão mal nutridos, não tem acesso a saúde. Ou seja, as classes mais pobres de nosso país, que não possuem as condições mínimas e básicas de sobrevivência no Brasil.

Este discurso é mais uma forma de normalização do absurdo e de justificação da situação de miséria em que o nosso povo se encontra.  

Demétrio Melo

Escritor


quinta-feira, 30 de julho de 2020

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A criação da cédula de R$200,00 é a prova viva de que chegamos ao colapso de nossa economia. É como um último suspiro antes da ‘morte cerebral’ de nossa nação e do coma de nosso país moribundo.

Um dos princípios básicos da economia, refere-se ao valor simbólico que o dinheiro em sua forma física, representa. O dinheiro em si, o papel, a cédula que usamos todos os dias, não vale NADA!

O dinheiro que os países imprimem, é uma representação simbólica de alguma riqueza existente na realidade material. Por exemplo, cem mil reais podem ser trocados por uma casa, ou um carro. Agora, vem a pergunta, por que alguém em sã consciência trocaria uma casa ou um carro por uma montanha de papel pintado?

A resposta é que, tanto quem vende a casa, como quem a compra, acreditam que aquele calhamaço de papel, será aceito por outra pessoas em troca de outras coisas de algum valor, como um terreno, um eletrodoméstico, um celular, ou seja mais lá o quê.

As pessoas creem numa espécie de 'acordo social', em que aquele papel será aceito por qualquer indivíduo que reconheça nele um valor de troca.

Entretanto, imprimir mais cédulas não depende apenas de pintar mais e mais papel, pois o dinheiro que circula em um determinado país, representa de forma direta e indireta, a riqueza que ele produz ou detém em posse da sociedade.

Se existe cada vez mais dinheiro impresso circulando, as coisas se tornam mais caras, pois o seu valor se tornou artificial para a economia. A riqueza disponível para ser comercializada em uma sociedade, desde um quilo de feijão, até uma casa, passam a necessitar de mais dinheiro para a sua aquisição, pois teoricamente, há mais dinheiro de 'papel' circulando.

Quando um país imprime mais dinheiro, sem que sua economia acompanhe o nível de produção e consumo, significa uma tentativa artificial de impedir que a moeda se desvalorize, por ela não possuir um poder de compra como antes.

O fato é que nossa economia está definhando cada vez mais e criar uma cédula teoricamente de maior valor agregado, não ajuda em absolutamente nada se as pessoas não possuem os meios para consegui-la, pois não tem empregos sendo gerados a essa velocidade, compreendeu?

Raciocine, de que adiantaria criar uma cédula de duzentos reais se as pessoas não tem emprego para consegui-la?

A inflação virá ainda mais forte, a concentração de renda trará ainda mais miséria para o Brasil e tudo que se está fazendo, não passará de uma tentativa frustrada de velhos métodos, para velhos problemas que não querem mexer nos grandes interesses.

Demétrio Melo

(Escritor, historiador, mestrando em educação)

Fonte: Livro: A mundialização do Capital, François Chesnais, 1992.


terça-feira, 2 de junho de 2020

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O Brasil alcançou hoje a marca de 30.000 mortes pela COVID-19. Ainda não estamos no pico, talvez estejamos longe dele ainda e não há nenhuma previsão de que isso melhore.

Nosso governo fez TUDO ao contrário do que foi recomendado pela OMS e os órgãos de saúde brasileiros. Não fizemos isolamento radical no início, a doença foi ridicularizada, os exemplos vindo da presidência foram de desobediência as recomendações sanitárias.

NADA foi dito e nem feito durante esse período por parte da presidência para resolver o problema. Pelo contrário, tudo foi feito para mascarar, ridicularizar os profissionais da saúde e desrespeitar as instruções de isolamento.

A verdade pura e simples é que TUDO que foi feito até agora está simplesmente PERDIDO! Todos os esforços dos profissionais de saúde foram jogados no lixo!

Os EUA passaram à muito de 100.000 mortos. Diante disso, o que vocês acham que vai acontecer aqui com o afrouxamento? Quais consequências esperávamos da constante sabotagem das medidas sanitárias por Bolsonaro? Alguém em sã consciência acha mesmo que vamos diminuir o número de mortos e contaminados com esta balela de abertura gradual da economia quando os números de vítimas só cresce? ME POUPE!

A falta de projeto, vontade e humanidade de Bolsonaro é responsável por todas essas mortes das quais ele não está se importando nem um pouco!

Resta agora aos estados e municípios ficar no ridículo de fechar o seu comércio enquanto a cidade vizinha fervilha de gente sem máscara para lá e para cá!

A guerra para a COVID-19 no Brasil está perdida desde o início. As tentativas de isolar a população as infrutíferas para não dizer ridículas, pois são constantemente anuladas pelo governo federal.

Agora é contar os mortos como resultado da mais pura falta de sensibilidade de um governo que escolheu matar o próprio povo, para ironicamente, tentar salvar a sua imagem.  


quarta-feira, 13 de maio de 2020

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1.       O CÓDIGO DA VINCI (DAN BROWN)

The Da Vinci Code (O Código Da Vinci no Brasil e em Portugal) é um romance policial de 2003, escrito por Dan Brown. É o segundo romance de Brown a incluir o personagem Robert Langdon: o primeiro foi seu romance de 2000, Angels & Demons. O Código Da Vinci segue o simbologista Robert Langdon e a criptologista Sophie Neveu após um assassinato no Museu do Louvre, em Paris, fazendo que eles se envolvam com o Priorado de Sião e com o Opus Dei.

2. O PROCESSO (FRANZ KAFKA)

O Processo (no original em alemão, Der Prozess) é um romance do escritor checo Franz Kafka, que conta a história de Josef K., que acorda certa manhã, e é processado e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não especificado.

 3. O ALQUIMISTA (PAULO COELHO)

O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. Em abril de 2017 foi publicado pelo selo Paralela da editora Companhia das Letras.

A obra é um best-seller internacional, o livro brasileiro mais traduzido do mundo. Segundo a AFP, já vendeu mais de 150 milhões de cópias em 70 idiomas diferentes, tornando-se um dos livros mais vendidos da história e estabelecendo o Guinness World Record para a maioria dos livros traduzidos por um autor vivo.

Romance alegórico, O Alquimista segue um jovem pastor andaluz em sua viagem ao Egito, depois de ter um sonho recorrente de encontrar tesouro lá.

 4. O MUNDO DE SOFIA (JOSTEIN GAARDER)

Sofia Amundsen (Sofie Amundsen, na versão norueguesa) é uma garota de quatorze anos que vive na Noruega em 1990. Ela mora com sua mãe, Helene Amundsen pois, seu pai é capitão de um navio petroleiro e fica fora a maior parte do ano. Ele não aparece no livro.

A vida de Sofia é chacoalhada no começo do livro, quando ela recebe duas mensagens anônimas, pela caixa de correio. Uma das mensagens era com a pergunta "Quem é você?" e a outra questionava "De onde vem o mundo?". Ela recebe também um cartão postal endereçado à "Hilde Møller Knag a/c Sofia Amundsen". A partir de então, ela passa a receber gradativamente um curso de filosofia por correspondência.

 5. MEMÓRIAS DO CÁRCERE (GRACILIAO RAMOS)

No livro, Graciliano descreve a companhia dos mais variados tipos encontrados entre os presos políticos: descreve, entre outros acontecimentos, a entrega de Olga Benário para a Gestapo, insinua as sessões de tortura aplicadas a Rodolfo Ghioldi e relata um encontro com Epifrânio Guilhermino, único sujeito a assassinar um legalista no levante comunista do Rio Grande do Norte.

Durante a prisão, diversas vezes Graciliano destrói ou afirma destruir as anotações que poderiam lhe ajudar a compor uma obra mais ampla. Também dá importância ao sentimento de náusea causado pela imundície das cadeias, chegando a ficar sem alimentação por vários dias, em virtude do asco.

 6. AS BRUMAS DE AVALON (MARION ZIMMER BRADLEY)

As Brumas de Avalon (em inglês: The Mists of Avalon) é uma obra de 1979 da escritora Norte Americana Marion Zimmer Bradley feita em quatro volumes. É ambientada durante a vida do lendário Rei Artur e seus cavaleiros e tem por escopo narrar a já conhecida lenda arturiana a partir de uma outra perspectiva. Quem protagoniza a história, nesta versão, são as personagens femininas, tais como Guinevere, Morgana e Morgause, o que acabou resultando na reelaboração de todo o universo mítico da trama.

Outros personagens são apresentados aqui como títulos, como a Senhora do Lago e o Merlin da Bretanha, que nessa versão deixam de ser personagens específicos para ser os títulos político-religiosos da matriarca e do patriarca dos celtas pagãos.

 7. 1984 (GEORGE ORWELL)

Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (em inglês: Nineteen Eighty-Four), muitas vezes publicado como 1984, é um romance distópico da autoria do escritor britânico George Orwell e publicado em 1949 . O romance é ambientado na "Pista de Pouso Número 1" (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), uma província do superestado da Oceania, em um mundo de guerra perpétua, vigilância governamental onipresente e manipulação pública e histórica. Os habitantes deste superestado são ditados por um regime político totalitário eufemisticamente chamado de "Socialismo Inglês", encurtado para "Ingsoc" na novilíngua, a linguagem inventada pelo governo. O superestado está sob o controle da elite privilegiada do Partido Interno, um partido e um governo que persegue o individualismo e a liberdade de expressão como "crime de pensamento", que é aplicado pela "Polícia do Pensamento".


sábado, 9 de maio de 2020

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AS SETE CARACTERÍSTICAS DE UMA SEITA

Inicialmente é preciso dizer que não é fácil definir uma seita. Elas diferem entre si, tanto em práticas como em crenças. Algumas tem um grau bem maior de fanatismo do que outras, mas todas estão embebedadas de algumas ideias e atitudes que compartilham em comum.

Para que possamos facilitar o entendimento e a identificação delas, segue algumas características que você pode facilmente encontrar em todas elas. Entretanto, algumas destas características podem existir de forma mais clara em umas do que em outras, mas de forma explícita ou implícita, elas compartilham em comum desses seguintes pontos:

Observação: no final de cada explanação, segue alguns testes que você pode aplicar aos adeptos de alguma suposta seita.

As principais características de uma seita são: 
1    
1    1. Ruptura ou apartamento com a maioria da sociedade:

Eles se consideram uma espécie de classe superior e se autodeclaram melhores que os outros. Por isso acham estarem num patamar superior de autoridade moral, por pertencerem a um grupo que compartilha de opiniões que a maioria da sociedade não compartilha. Para eles, o mundo está errado e eles certos, por isso, eles precisam afastar-se da imundície do mundo (corrupção, imoralidade, descrença...) e fechar-se em seu próprio universo de crenças.

TESTE: Pergunte a algum deles se consideram que as suas crenças podem ter algo de errado em relação ao que a maioria defende. Provavelmente eles responderão que o mundo está contaminado por algum mal que eles precisam combater.

2. Obediência total e cega a um chefe ou guru “carismático”:

As seitas em geral são formadas por pessoas emocionalmente perdidas e mentalmente confusas em suas perspectivas. É importante que se diga que isso não tem nada a ver com inteligência, mas com emoções. Existem pessoas idiotas fazendo parte de seitas, mas também pessoas muito inteligentes. Acontece que, ao encontrarem alguém que elas se identificam, existe uma tendência a seguir alguém que parece ter clareza de um determinado caminho a ser seguido.
Sendo assim, nesse jogo de emoções, elas confiam o seu destino a alguém que elas se identificam como igual a elas. Ai cabe a seguinte pergunta: Você confiaria em alguém ‘igual’ a você? Muito provavelmente sim!
Portanto, como elas consideram o seu líder como o seu espelho, elas o seguem, pois psicologicamente, elas pensam, e de certa forma não estão errados, estar seguindo alguém igual a elas. Daí, criticar o líder, é sentir-se agredido da mesma forma, pois ele é o líder e o líder é ele.

TESTE: Perguntem se o adepto considera algum ponto negativo no líder. Muito provavelmente, eles dirão que ele não tem defeitos e que é até mesmo perfeito e toma sempre as decisões corretas.

3. Tendência ao segredo:

Ele consideram-se possuidores de algum segredo oculto ou verdade revelada. Creem ser portadores da verdade absoluta e de uma fé inquestionável que apenas a eles foi confiada. É uma ideia que pertence apenas a eles e todos os outros são inferiores o suficiente para saberem ou indignos demais para compartilhar entre com os outros membros.
Para eles, todos os outros meios de divulgação de ideias, conhecimento, livros, concepções de visões de mundo são falsas. Pois não possuem o segredo ou detalhe da verdade revelada apenas a eles.

TESTE: Pergunte ao adepto qual tipo de ideia que ele acredita, pode ser colocada à público. Ele possivelmente dirá que não pode revelar porque as pessoas não iriam entender e que esse saber não pode estar aberto para todos.

4. Emoção e afetividade maior que raciocínio crítico:

As seitas mantém as pessoas em seu círculo muito mais pela emoção do que pela razão. O uso da razão, por sua natureza, exige um constante questionamento da realidade ao seu redor. As seitas abominam perguntas, críticas e questionamentos.
É impossível aprisionar por muito tempo as pessoas a uma ideia, ensinando-as a pensarem por si mesmo. As seitas precisam de crença absoluta e fidelidade integral. Questionamentos e reflexões críticas estão sempre em busca de erros e falhas em qualquer estrutura que está ao nosso redor, portanto, é de vital importância que estas seitas mantenham constante vigilância e em estado de ameaça, qualquer um que ouse questionar o líder e o movimento.  
As contradições dentro de muito destes grupos é muito comum, como por exemplo, ser contra o aborto, mas defender o assassinato de alguém.
As pessoas permanecem pelo prazer de compartilhar algo com um coletivo e tem medo de se apartar do grupo por causa das críticas, perseguições e represálias.
É muito comum nestes grupos o uso de lavagem cerebral, chantagem sobre a vida pessoal de alguém ou a mais pura e simples ameaça.

TESTE: Pergunte a algum membro o porquê ele faz parte do movimento. Ele provavelmente dirá que gosta de estar ali, com pessoas que acreditam no que ele acredita, que ele sente-se bem. Não haverá nenhuma relação lógica e racional em suas palavras e todas elas em geral girarão em torno de sentimento: amor... ódio e coisas do tipo.

5. Militantismo ou proselitismo:

Eles são muito aguerridos às suas ideias e são convencidos pelo seu próprio fanatismo e de terceiros de fazer o que for preciso para servir ao movimento. Todo e qualquer sacrifício é válido, inclusive o da própria vida em prol do movimento.
Suas ações tendem a ser organizadas e disciplinadas dentro daquilo que o movimento exige. Seguem uma determinada forma de comportamento e linguagem próprias, que servem ao mesmo tempo, como forma de identificação entre os adeptos da seita.
Consideram que, aqueles que não professam as mesmas ideias que as suas, são idiotas e imbecis, pois simplesmente não concordam com eles. Estão sempre usando o velho jogo do ‘nós’ contra ‘eles’.
Estão sempre dispostos a defender as suas ideias custe o que custar, mesmo que não tenham nenhuma conexão com a realidade e por mais contraditórias ou irracionais que elas possam ser.

TESTE: tente discordar abertamente de alguma ideia deles, logo você será taxado de louco, burro ou ignorante por pensar diferente do que ele acredita.

6. Cultos e eventos teatrais e/ou espalhafatosos:

Seus eventos, cultos, congressos, reuniões, sessões, manifestações tem alta dose de teatralidade e com forte carga emocional.
Eles precisam mostrar que o movimento é vivo e tem um significado que vai para além do comum, portanto, precisam sempre se valer de reuniões que apresentem uma alta carga de emotividade, sincronia e sintonia entre os membros da seita.
Seus eventos envolvem danças, marchas, músicas, gritos de guerra, palavras de ordem, mantras, orações, meditação coletiva, etc.
Não é incomum que muitos desses grupos, que muitas vezes se passem por moralistas e puritanos, sejam adeptos de orgias, sexo grupal, zoofilia, troca de casais, entre outras práticas.

TESTES: Pergunte a um membro o que ele acha interessante nestas reuniões ou eventos. Provavelmente ele dirá que os eventos são fantásticos e servem com uma forma de demonstração coletiva de crença que eles tem em suas ideias.

7.  Expectativa de intervenção divina:

Eles consideram-se como uma espécie de escolhidos para trilhar um caminho divino. Creem serem portadores de uma benção divina e estarem protegidos por um determinado ser sobrenatural que os vigia todo tempo.
Colocam este ser acima de todos os princípios, sejam morais ou éticos. Seguir as supostas ordens ou orientações desse ‘deus’, lhes dão coragem para fazer o que for necessário em nome desse ideal, incluindo crimes ou qualquer tipo de perversão que se possa imaginar.
Sentindo-se eles resguardados pro esse ente superior, sentem-se empoderados e autorizados a praticar o que for necessário à satisfação dos membros de seu movimento e de seus respectivos líderes.
Usam o nome desse ser superior para justificar qualquer ação, até mesmo criminosa, tornando-se extremamente perigosos para a sociedade por seu potencial criminoso de fanatismo.

TESTE: Questionem qual o ser superior que eles se orientam. Muito provavelmente dirão que é deus ou qualquer outra entidade que eles se guiam.

Exemplos de seitas: Bolsonarismo, olavismo, Templo do Povo, culto de Buddhafield, Igreja da Cienciologia, Verdade Suprema...

Prof. Demétrio Melo
Escritor e historiador