quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
domingo, 7 de novembro de 2021
Há exatos 104, os Bolcheviques tomaram o poder na Rússia,
acabaram de vez com qualquer ameaça de retorno do czarismo e iniciaram a
construção do primeiro Estado socialista da História.
Após 104 anos, a Revolução Russa ou Revolução de Outubro,
ainda suscita esperanças e desilusões com os rumos que o movimento dos
trabalhadores tomou, após o colapso da URSS.
O homem, como ser capaz de criação e esperança, preencheu de
forma legítima sua mente e seu coração, da possibilidade de constituição de um mundo
mais justo e igualitário para todos.
Apesar de todas as suas contradições, aquele movimento representou
o esforço de mulheres e homens na busca de um futuro que desse não apenas pão a
seus filhos, mas a possibilidade de ver a beleza do mundo no sorriso de cada
vizinho, por saberem que uns se importavam com os outros.
Uma revolução, não se faz com flores. Então, estigmatizar a Revolução Russa por causa de seu caráter armado, é no mínimo desconhecer eventos
como as Revoluções Inglesas e a Revolução Russa. Por acaso ficamos penalizados
com o fato de Luís XVI e Maria Antonieta terem sido enviados para a guilhotina?
É possível ter ao menos uma estimativa de quantas pessoas
morreram com as incursões imperialistas na Ásia e na África, que tinham como
único objetivo, encher os bolsos das potências capitalistas de mais
dinheiro? Não é verdade que após a Segunda Guerra Mundial e séculos de
espoliação, elas ainda se atreveram a manter africanos e asiáticos
como colônias?
Um escravo quando pega em armas contra os seus senhores, é
assassino ou revolucionário? Era o Czar um homem que levaria justiça ao seu
povo? Não deveria ter tentado o povo russo, construir um outro caminho? Os jacobinos
deveriam ter se conformado com o absolutismo e os cubanos tolerado o ditador Fulgêncio
Batista como fizeram os americanos?
Esse inconformismo, que se mantém diante das injustiças do
mundo, é o que move aqueles que não aceitam que a vida é assim mesmo. Ou seja,
que a maioria deve morrer para que uns poucos possam viver de luxo.
O lastimável é que muitos dos que estão condenados a esta morte, tenham se convencido de que eles próprios são dignos de sua desgraça.
Mais
lastimável ainda, é a perdição em que a denominada esquerda se meteu,
perdida no labirinto de infrutíferas discussões e temas que de longe, são os pontos
centrais da vida das pessoas.
O fato é que, enquanto houver desigualdades, haverá socialismo. Pois não se trata, como antes, apenas da maneira de relacionar-se com a riqueza, mas com um modo de todos poderem beneficiar-se dela.
Porém, para isso, nunca
poderemos deixar de olhar para 1917 e saber que não será nem um pouco barato.
Demétrio Melo
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
O PRESIDENTE ACREDITA EM “DEUS”!
domingo, 16 de maio de 2021
Sócrates foi obrigado a tomar veneno e suicidar-se, acusado de perversão da juventude e de negar os deuses e os mitos gregos. Manter a crença nos deuses e nos mitos era a forma mais adequada de manter controle das massas e da sociedade.
Sócrates então, visando um modo de que as pessoas consigam chegar ao próprio conhecimento, exortava aos cidadãos que fizessem o esforço de chegar ao saber por meio da maiêutica, ou método socrático, que defendia colocar em dúvida às próprias convicções.
Para se chegar a este estágio, era preciso se desvencilhar das certezas absolutas, portanto, de um saber baseado na crença engessada nos mitos e na religião. Entretanto, essa heresia não seria jamais admitida pelas elites que se valiam da crença cega nos deuses e os mitos como forma de controle das mentes.Da mesma maneira hoje, a crença nos "mitos" políticos e religiosos, cegam os indivíduos ao fazê-las crer, que existem salvadores ligados a algum aspecto de cunho divino. Então, aqueles que tentam demonstrar que estes deuses são falsos e que a sua ligação com o 'divino' é uma grande ilusão.Aqueles que se atrevem a mostrar que não existem mitos, mas sim a realidade, mechem com aquilo que alguns tentam crer como único caminho a ser seguido é um ídolo que se diz possuir a vontade de algum deus sobre a humanidade.Portanto, os mitos tem como única função esconder as mazelas da realidade e do quanto elas prejudicam os cegos a reconhecerem a sua própria ignorância, pois quando se está diante de lago que não pode ser questionado, então ai morreu no homem a capacidade de sair da escuridão intelectual.
Demétrio Melo
terça-feira, 20 de abril de 2021
Seria Jesus Cristo, uma espécie de 'Che Guevara da Antiguidade'?
Não é a primeira vez que Jesus, pelo menos no personagem que figura na bíblia, é associado com aquele que difunde uma mensagem completamente desprendida dos bens materiais.
O cristianismo em todos os seus aspectos, é uma religião da humildade material. Em toda a sua trajetória bíblica, Jesus de Nazaré esforçou-se por pregar uma mensagem completamente distante do egoísmo, da ambição e do materialismo.
Jesus, até onde se sabe, não dedicou a sua vida ao comércio e nunca demonstrou qualquer tipo de preocupação com as necessidades materiais. Pelo contrário, no livro de João 2: 13 - 25; ele expulsa o s que queriam aproveitar-se do templo sagrado para ganhar dinheiro e em Mateus 6: 25 - 34; Jesus exorta os apóstolos para não preocuparem-se com o dia de amanhã, pois se deus alimenta as aves, também proverá aos homens.
Cristo poderia muito bem ter mandado os famintos do relato de Mateus 14: 13 - 21, virarem-se ou trabalhar, pois ajudá-los os transformaria em mau acostumados e vagabundos, como tantos hoje dizem dos que recebem auxílio governamental.
Até onde se sabe também, os apóstolos estavam preocupados em divulgar a nova doutrina e não em cuidar das próprias vidas financeiras, pois o próprio Cristo não apenas estava desinteressado em riquezas materiais, como incentivava os outros a ABANDONAREM essas riquezas em favor dos pobres e seguirem a sua doutrina como fez com o jovem rico de Marcos 10: 17 -19, ou seja, completamente diferente do que prega qualquer doutrina da Teologia da Prosperidade Calvinista.
Toda a vida de Jesus, como é sabido pelos que acreditam na bíblia, foi entre todos os excluídos da sociedade. Não com os ricos materialmente ou os que queriam mostrar roupas novas nos templos, como ocorre hoje com as "irmãzinhas" nos templos atuais.
Agora, se alguém acha que a parábola dos talentos desfaz tudo isso e muito mais que Jesus vivenciou com os seus seguidores, então temos aqui um grande dilema: a bíblia ou é FALSA, ou no mínimo CONTRADITÓRIA.
Como as duas possibilidades são não apenas plausíveis como deveras reais, só resta uma alternativa as pessoas que querem resolver a sua própria vida sem parecer contraditório aos olhos das escrituras, é CUSTOMIZAR ou ADAPTAR um cristianismo que sirva para a vida de cada um.
Um que quer matar o próximo distorce um capítulo, o que quer ficar rico, inventa uma interpretação de outro versículo e por ai vai...ou seja, uma religião de CONVENIÊNCIA...
É típico daquele comportamento onde é bacana se dizer cristão, mas não pega bem para os negócios vivenciar o real cristianismo... não é "chic" e não "pega bem" essa atitude "socialista" de Jesus na sociedade do consumo entendem? Então muito ficam com o nome de Cristo, mas não os seus ensinamentos e muito menos com os seus comportamentos...
Os lideres religiosos descobriram que, FALAR do cristianismo gera muito dinheiro, mas SEGUIR a doutrina, mexe com as vaidades, ambições e egoísmos de cada um. Então, surge outro dilema: como seguir uma religião para ser visto como uma "pessoa de bem" para a sociedade, mas sem abrir mão dos próprios interesses pessoais?
Como professar uma religião onde todo o seu discurso e toda a sua prática, tantas vezes defendida pelos cátaros ou albigenses, que está voltada para o SOCIAL e o bem comum e não o INDIVIDUAL e solitário egoísmo?
Sendo o socialismo a prioridade com o SOCIAL ao invés do interesse INDIVIDUAL, seria Jesus um comunista que poderia muito bem ter vendido os pães que multiplicara ao invés de doá-los? Afinal de contas, a prosperidade e acúmulo é sinal de benção, não a doação e desprendimento não é mesmo?
Na passagem de Mateus 6: 19 - 21, em que Jesus diz aos discípulos que não acumulem riquezas na terras, mas preocupem-se com os tesouros do céu. Será que foi daqui que os capitalistas tiraram a sua doutrina para ganhar o máximo de dinheiro e exibir o máximo possível na Igreja?
Finalizo com um intrigante exemplo de quem é constantemente citado por capitalistas de todas as direções, que querem o seu discurso, mas não a vida de quem segundo a passagem de Mateus 8: 20, não tinha onde deitar a cabeça.
Se Jesus veria com bons olhos um homem frenético, de terno e pasta executivo, louco por fechar mais um negócio em Nova York ou um humilde camponês em Cuba, deixarei isso ao seu julgamento.
Agora compare bem as situações do mundo com a vida do Cristo que muitos acreditam e acho pouco provável que ele estivesse interessado na próxima Ferrari.
Demétrio Melo
Escritor
quarta-feira, 14 de abril de 2021
LUTO LÍQUIDO
A sociedade contemporânea há muito não nos dá mais tempo
para parar e refletir de forma profunda sobre absolutamente nada.
Temos que fazer tudo rápido e sem tempo de saber o porquê,
como comer, trabalhar, andar, transar, se relacionar...
Nem mesmo podemos enterrar nosso mortos com o devido pesar
que o momento mereça.
Não há muito tempo para o luto, pois não se pode perder um
tempo precioso com quem já não pode vender e muito menos comprar.
Já não somos pessoas, somos consumidores e ninguém compra
televisores, roupas e sanduíches, depressivos e pesarosos por quem se foi.
O luto é hoje privilégio e desumanizar as pessoas é
instrumento necessário para que não soframos tempo demais a ponto de não usar o
cartão de crédito.
Quando os sentimentos são normalizados, não há porquê estranhar
e sofrer por algo que a sociedade já banalizou.
Desta forma, o sofrimento se torna mais breve, o choro
renitente e as expressões de tristeza são aos poucos substituídas pelos
sorrisos sem graça e indefinidos.
Então, nos acostumamos ao fato de que, não temos mais o
momento adequado da reflexão sobre a nossa existência e aos que caem nessa armadilha,
sobra apenas a espera de também serem esquecidos.
Demétrio Melo
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
Um dos motivos básicos pelo qual não temos vacina, é o fato
dos liberais terem destruído todo o nosso pólo industrial.
Por meio de suborno, propina ou simplesmente intoxicação
ideológica, toda a nossa indústria nacional foi destruída pelo processo de
privatização de nossos recursos e empresas públicas.
Empresas privadas não tem visão e nem perspectiva nacional. O
que as interessa é única e exclusivamente o lucro.
Políticos corruptos aliados a liberais gananciosos, ambos traidores
dos interesses da nação, preferem deixar tudo à cargo de empresas privadas, até
mesmo estrangeiras.
O resultado disso, estamos vivenciando agora. Ficamos na
completa dependência de outros países, para obter uma vacina que poderíamos até
mesmo, estar produzindo e vendendo.
Nossa elite mesquinha, patrimonialista e americanizada,
prefere fazer do nosso país o quintal dos EUA, à vê-lo nas mãos de pessoas que
façam o Brasil crescer com distribuição da riqueza.
São bandidos que controlam a mídia, as forças armadas, entregam
nossas estatais aos estrangeiros, deixam o povo morrer de fome e de doenças, pois
assim pensa um direitista liberal.
Eles acham que as pessoas devem ser jogadas à própria sorte
e contaminam a sociedade com a ideologia porca do individualismo e do egoísmo,
ou seja, a do salve-se quem puder pegar um avião para Miami.
O liberalismo não defende as causas nacionais, ele acredita
numa grande fantasia chamada de livre mercado. Ora, mas e se o livre mercado
for prejudicial ao país e a indústria nacional?
Eles encarnaram a bandeira da seita bolsonarista, entregaram
a nossa soberania com a conivência de militares traidores e espiões
estrangeiros. Deram nossas riquezas e empresas, e agora, o Estado não tem como
agir em quase nada em nosso próprio território.
É isso que sobrou ao povo brasileiro. Fome, doença, morte e
abandono. Nem ao menos a uma vacina, o povo tem direito de ter acesso para
sobreviver.
Teremos que ser radicais se quisermos ter o nosso país de
volta ao povo brasileiro, como um dia sonhou Getúlio Vargas.





